O
esporte adaptado como instrumento na
sociabilidade
da pessoa com deficiência
A
superação dos limites é a força inspiradora dos atletas.
Partindo
do pressuposto que as atividades esportivas contribuem para o
desenvolvimento físico de todas as pessoas, e principalmente pode
ser uma ferramenta de ajuda na reabilitação e inclusão das pessoas
com deficiências junto à sociedade, e assim propiciando
independência.
Durante
a história existem muitos casos que relatam o abandono social em
relação à pessoa com deficiência, no qual a religião e os
familiares passaram a assumir a responsabilidade dos órgãos que
deveriam lhes prover de acolhimento, proteção, treinamento ou
tratamento. (PESSOTTI, 1984).
Segundo
Mendes (1994), na década de 1950 com o surgimento da normalização
na Dinamarca, a qual defende a ideia de possibilitar às pessoas com
deficiência condições de vida semelhantes a da sociedade, no texto
são abordados que toda pessoa portadora de deficiência,
especialmente, as deficientes mentais, devem ter o direito a
vivenciar seus costumes, ou preferências, que não fuja à sua
própria cultura, evidenciando que as pessoas com alguma deficiência
tenham a oportunidades de estar inseridas em atividades comuns
àquelas partilhadas pelos demais cidadãos.
Conforme
Maciel (2000) a política de integração e de educação inclusiva
vem sendo ajustada por movimentos nacionais e internacionais, a
Conferência Mundial de Educação Especial, contou com a
participação de 88 países e 25 organizações internacionais, em
assembleia geral, na cidade de Salamanca, na Espanha, em junho de
1994.
Este
evento teve muita importância e propiciaram à elaboração da
“Declaração de Salamanca”, alguns dos pontos importantes, que
devem servir de reflexão e mudanças da realidade atual, tão
discriminatória foram abordados neste trabalho.
Desta
forma este estudo buscou através da revisão de literatura analisar
a importância da prática desportiva na inserção para pessoas com
deficiência na sociedade.
Políticas
públicas sociais para os portadores de deficiências no Brasil
Segundo
Faria (1992) as pessoas portadoras de deficiência no Brasil somam
cerca de 10 % da população de acordo com estimativa da Organização
das Nações Unidas.
De
acordo com a Constituição Federal de 1988 do Brasil são
asseguradas e regulamentadas pelo Decreto nº 914, de 6 de setembro
de 1993, as políticas sociais voltadas para as pessoas portadoras de
deficiências, apesar de não estarem plenamente implantadas,
restando aos portadores enfrentar ainda a competição por
oportunidades de integração social (BRASIL, 1988).
Em
1981, com a realização do Ano Internacional da Pessoa Portadora de
Deficiência, AIPD, regulamentado na ONU, a expressão pessoa
portadora de deficiência foi adotada para designar o grupo, e assim
aja a valorização da pessoa, a palavra precede a presença de uma
deficiência (SHAPIRO, 1993).
No
Brasil foi oficializada a expressão “pessoa portadora de
deficiência”, regulamentando os direitos de cidadania conquistados
pelos movimentos organizados, sendo assim devemos sempre utilizar a
palavra “pessoa” ao nos referirmos a uma um indivíduo com alguma
deficiência seja ela múltipla, motora, visual, auditiva, entre
outras (BRASIL, 1992b).
A
legislação brasileira e a pessoa portadora de deficiência
Segundo
Araújo (1994) o Brasil chegou ao século XIX sem qualquer diretriz
político social voltada ao atendimento das necessidades especificas
dos deficientes. No ano 1824 no período imperial era previsto o
direito à igualdade (exceto à população de escravos, descrevendo
os, com incapacidade física ou moral, e assim suspendendo o
exercício dos direitos políticos).
O
mesmo autor ainda cita que a Constituição de 1981que estabeleceu a
Republica dos Estados Unidos do Brasil, estendeu a igualdade a todos
os cidadãos e acrescentou a aposentadoria por invalidez para os
funcionários públicos.
No
artigo único da Emenda Constitucional nº 12, conhecida pelo nome de
Thales Ramalho, o influente parlamentar portador de deficiência
motora, finalmente assegurou a proteção especifica dos cidadãos
brasileiros portadores de deficiência.
De
acordo com a ANDE – Associação Nacional de Desportos para
Deficientes, responsável pelo desporto adaptado no Brasil, sob a
direção do Prof. Ivaldo Brandão.
O
Brasil carece de trabalhos científicos, e precisa pesquisar e
organizar uma base teórica para os esportes e principalmente na área
do desporto adaptado. As publicações existentes são de algumas
universidades brasileiras, realizadas nos últimos dez anos,
aumentando assim a revisão de literatura.
Por
isso, temos mais conhecimento empírico e pouco conhecimento
científico.
Em
1990, só 23 cursos, das faculdades federais, tratavam da Educação
Física Adaptada em seus currículos. Ainda segundo a ANDE nos
últimos anos o governo federal, com o objetivo de fomentar a matéria
em suas grades curriculares, chamou cerca de cem faculdades para
tratar sobre o assunto.
Segundo
Araújo (1994) quando os portadores de deficiência e instituições
para assistência ao deficiente intensificaram a pressão social em
1978, a OMS e a ONU que já haviam manifestado preocupação com o
número crescente de pessoas portadoras de deficiência em péssimas
condições de vida, essa emenda serviu de apoio legal a diversas
causas judiciais, e contra muitas barreiras físicas.
Ocorreu
a troca da expressão “excepcional” por “deficiente”.
O
princípio fundamental da sociedade inclusiva
Segundo
Maciel (2000) cita para que aja uma sociedade inclusiva todas as
pessoas portadoras de deficiência devem ter suas necessidades
especiais atendidas.
É
no atendimento das diversidades que se encontra a democracia.
O
autor faz uma serie de passos que devem ser seguidos com o objetivo
de conseguir a alteração da visão social através: das
instituições que são reconhecidas pela sua participação e
compromisso com a inclusão de portadores de necessidades especiais,
realizarem a sensibilização contínua e permanente por parte de
grupos e junto à sociedade, um dos principais pontos é a
capacitação de profissionais de todas as áreas para o atendimento
das pessoas com algum tipo de deficiência da elaboração de
projetos que acolham as pessoas com deficiência.
Segundo
Maciel (2000) um dos passos para o processo de inclusão social é a
inclusão escolar e o para garantir a inclusão social de portadores
de deficiência é necessário a instituição mecanismos
fortalecedores desses direitos, tais como destinação de maiores
verbas públicas para os projetos que atendam esse segmento e
participação de entidades de defesa de deficientes nas diferentes
áreas envolvidas no atendimento dessa população.
Se
formos analisar algumas das conquistas em prol das pessoas com alguma
deficiência, podemos citar a elaboração das cotas de deficientes
para concursos públicos e na formulação de lei municipal e
estadual que impede o médico do trabalho de considerar a pessoa com
deficiência apta ou não para o trabalho. A partir dessa lei, o
médico só classifica a deficiência, e a aptidão é verificada
através de prova ou da formação acadêmica da pessoa. (IBDD,
2008).
Segundo
Gil (2002) quando a questão da deficiência foi investigada pela
última vez, o Brasil tinha cerca de 1,5 milhões de deficientes
físicos, destes, mais de 930 mil usuários de cadeiras de rodas.
Quando
uma pessoa morre, acaba a matéria, mas ao sofrer um acidente ou
nascer com alguma deficiência, é como se a pessoa morresse, mas a
matéria permanece.
Ele
está enterrado para a sociedade.
Esse
é o grande barato da vida hoje.
Trazer
esse cidadão que está morto em vida para a vida em vida.
É
isso que faz o esporte, é isso que faz a empresa ao dar emprego
(IBDD, 2008).
Segundo
Souza (2007) o mais interessante é que o esporte pode ser utilizado
como fonte de liberação de sentimentos como nervosismo, estresses,
raiva, medo, frustração e agressividade, e tem o poder de propiciar
aos cadeirantes o sentimento de auto-realização, satisfação,
alegria e autoconfiança, estes influenciarão na visão de si mesmo
e dos outros.
Nisto
consiste a aplicação de mecanismos que possam estar servindo como
forma de treinar ou mesmo desenvolver as habilidades sociais em
deficientes físicos, levando em conta as pesquisas realizadas pelo
IBGE no qual consta que a cada dia existem mais pessoas com
necessidades de inclusão social ou de estabelecerem vínculos com a
sociedade dita “normal”.
Existem
organizações não governamentais (IBDD) - Instituto Brasileiro dos
Direitos da Pessoa com Deficiência é uma delas, com a política da
empresa sem fins lucrativos, criada em 1998 oportuniza a construção
da cidadania das pessoas com deficiência de forma a que elas se
tornem sujeitos ativos de seus direitos e lutem contra adversidades
em torno da questão, ao oferecer atendimento pessoal, capacitação
profissional, inclusão no mercado de trabalho formal, promoção de
atividades esportivas, oportunizando o emprego dos trabalhadores com
deficiência e prestando orientação com informações qualificadas
e atualizadas, o Instituto atua para que a pessoa com deficiência
seja acolhida da melhor forma possível (IBDD, 2009).
História
dos esportes adaptados
De
acordo com Adapta (2011, p.6) ergonomia é o estudo do relacionamento
entre o homem e o seu trabalho, ação, no âmbito dos equipamentos,
ferramentas e ambiente, com a finalidade de encontrar à solução
dos problemas surgidos desse relacionamento propiciando a melhora das
condições de atividade tanto no aspecto físico como psíquico e
social.
Gannon
(1981) os esportistas surdos, foram os primeiros norte-americanos com
necessidades especiais a se envolverem em esportes organizados, os
times das escolas para surdos continuaram a competir entre si e com
escolas regulares.
Em
de 1870 a Ohio School for the Deaf, ofereceu a oportunidade no
beisebol, outra escola introduziu o futebol americano em 1985, em
1906 o basquetebol.
A
adaptação dos esportes veio a propiciar à prática de varias
modalidades em diversos esportes aos deficientes com diferentes graus
de comprometimento.
Segundo
Winnick (2004, p.11) além dos programas interescolares, a competição
formal internacional foi estabelecida em 1924 quando reuniu nove
países em Paris para a primeira edição dos jogos Silenciosos
Internacionais.
No
final da década de 1949 a universidade de Illinois organizou o
primeiro torneio nacional de basquete de cadeira de rodas a qual
propiciou a formação da National Wheelchair Basketball Association,
para ofertar novas oportunidades esportivas. Joseph P. Kenndy Jr. foi
o idealizador e criador das Olimpíadas Especiais, criadas pela
fundação com o objetivo de oferecer oportunidade de competição
atlética para pessoas com comprometimento, retardo mental, foram
realizado os primeiros jogos internacionais no ano de 1968 em
Chicago.
A
psicologia do esporte e o deficiente físico
Psicologia
Esportiva é ciência que estuda os fatores psicológicos que estão
associados à participação e desempenho nos esportes, exercícios e
outros tipos de atividade física.
Busca
de forma objetiva ajudar os atletas a usarem os princípios
psicológicos para melhorar o desempenho e compreender como a
participação em atividades físicas, exercícios, esportes, e jogos
afetam o desenvolvimento psicológico, a saúde e o bem-estar da
pessoa ao longo da vida (WEINBERG; ROBERT; GOULD, 2001).
Para
Samulski (2005 p. 142), pode-se dizer que a psicologia do Esporte não
se limita a um tipo específico de atleta, podendo ser utilizada para
qualquer interessado em desenvolver suas capacidades psicológicas e
não poderia ser diferente quando se trata dos atletas Paraolímpicos.
Esporte
Um
dos maiores benefícios do esporte para o portador de deficiência é
a quebra da imagem de “pessoa deficiente”, ele passa a ser
conhecido como um nadador, ou um corredor, por exemplo.
Outra
grande vantagem é que o atleta estará usando as mesmas estruturas
dos atletas convencionais o que permite uma comparação entres as
classes, sendo que a percepção da habilidade é compatível a
atletas de esportes regulares.
O
atleta embora perceba sua deficiência, sente que ela é minimizada
na água por conta do desempenho.
Alguns
atletas por conta disto sentem-se aptos a desafiar seus pares e
enfrentar atletas não deficientes em competições convencionais
(BRAZUNA, MAUERBERG, 2001).
No
Brasil o marco oficial
Verifica-se
que a produção do conhecimento nas áreas da Educação Física é
fruto dos conhecimentos acadêmicos e investigações em inúmeros
trabalhos que buscam compreender o processo de consolidação do
esporte.
No
Brasil considera-se como pontapé inicial o movimento esportivo para
deficientes, a exibição da equipe de Basquetebol em Cadeiras de
Rodas “Pan Jets”, constituída por funcionários com deficiência
da Pan American World Airlines, no Brasil houve duas apresentações,
uma no mês de novembro de 1957 em São Paulo no ginásio do
Ibirapuera, e outra no ginásio do Maracanãzinho no Rio de Janeiro.
Sergio
ao retornou ao Brasil no final de 1955, no ano seguinte, apresentou
ao Dr. Renato Bonfim, um dos fundadores da AACD (Associação de
Atenção á Crianças Defeituosas) de São Paulo, a experiência na
reabilitação pelo esporte, admirado o Dr. Bonfim adotou a idéia e
deu grande apoio a Sergio para trazer a equipe para as apresentações
no Brasil.
Sergio
Seraphin del Grande teve papel importante o que possibilitou a vinda
da equipe americana graças aos contatos mantidos, na época um jovem
desportista de São Paulo que, ao se acidentar em 1951, foi para os
Estados Unidos em busca de tratamento, conheceu a novidade, a
reabilitação pelo esporte (CONDE, 2006,p.20).
No
seu trabalho Araujo (1998 p.5) cita que o inicio desta pratica
esportiva no Brasil ocorreu a partir de iniciativa da inclusão de
pessoas com deficiência, por volta dos anos 1950, na busca de
complementar o trabalho de reabilitação, passando por um longo
período sem que ocorre-se um comprometimento do governo.
Esporte
de alto rendimento
Segundo
informações contidas no site eletrônico oficial da ANDE no mundial
de 2011 em Portugal a seleção brasileira de Bocha conseguiu a vaga
para as paraolimpíadas em todas as categorias, ficando na oitava
colocação no ranking mundial.
No
último ciclo paraolímpico o Brasil teve uma evolução nos torneios
internacionais.
Em
Pequim foram 3 medalhas, sendo 1 de ouro para a dupla BC4 e 2 nos
individuais, 1 de ouro e 1 de bronze.
Percebeu-se
que ocorreu um salto quantitativo e qualitativo em Londres 2012, pois
nas últimas paraolimpíadas, obtiveram-se 4 medalhas, sendo 3 de
ouro e 1 de bronze, com destaque para a primeira medalha de ouro de
uma pessoa com paralisia cerebral na categoria BC2.
O
Brasil levou uma equipe composta por 1 BC1, 2 BC2, 1 BC3 e 2 BC4 em
Londres.
Os
resultados das paraolimpíadas de Londres elevarão o escore
internacional da equipe brasileira.
Influência
dos jogos paraolímpicos na socialização
Os
jogos paraolímpicos tiveram o mesmo sucesso que as olimpíadas, e
isso é sinal que devemos ver com outros olhos e levar mais a serio
os direitos das pessoas com qualquer tipo deficiência.
Desta
forma os jogos paraolímpicos começaram como um evento com fortes
implicações sociais e terapêuticas, e ganharam a magnitude que
pode ser vista atualmente.
Podemos
ver que a cada quatro anos crescem o numero atletas de elite
participantes nos jogos Paraolímpicos, sendo a prova concreta do
progresso alcançado em termos de qualidade e competitividade
atlética.
Com
recordes quebrados e marcas alcançadas, o aumento do numero de
competidores e a atenção internacional são provas do sucesso dos
jogos adaptados (WINNICK, 2004).
Em
termos de alto rendimento o Brasil mostra nítidas evoluções no
cenário internacional do BP, porém ainda há muito a se fazer
enquanto políticas públicas de esporte e lazer relativos a esta
modalidade.
Esses
dados denotam a relevância de investimentos para o incentivo da
modalidade BP nessas regiões, implicando na gestão do paradesporto
nacional.
Uma
maneira de reconhecer as características ou as diferenças de cada
indivíduo é proporcionando oportunidades de encontros com seus
pares, e outros grupos, com a finalidade de discutir quais são as
informações que se tem sobre determinado assunto, encontrar o apoio
e aplicar estratégias para transformar o preconceito em trampolim
para pratica de determinadas funções das quais muitos acreditam ser
impossíveis à pessoa com deficiência.
Para
muitos atletas o esporte define sua vida, como ponto importante na
sua identidade, pois minimiza fragilidades da perda do corpo perfeito
ou a idéia de corpo eficiente e possibilita que eles sejam
conhecidos como campeão da modalidade, medalhista e assim por
diante, aumentando assim sua alta estima, e uma poderosa ferramenta
de inclusão na sociedade.
Metodologia
O
presente estudo de característica descritiva exploratória buscou
como objetivo realizar uma revisão bibliográfica com procedimentos
descritos na literatura, que foi realizada em base de livros e dados
eletrônicos disponíveis no Google Acadêmico.
Diante
disso foram selecionados alguns estudos que atenderam alguns
critérios de inclusão que destacassem alguns descritores como:
pessoas com deficiência, esporte adaptado, socialização, inclusão
social, esporte adaptado de rendimento.
Estudos
que não atendessem esses procedimentos foram excluídos. Portanto,
no presente estudo foram encontrados estudos que foram publicados
entre 1981 e 2013.
Resultados
e discussões
Na
pesquisa proposta por Celli (2008) existe um o debate historiográfico
acerca da deficiência física e busca a compreensão dos processos
de inclusão e exclusão social relacionado a esta característica.
Através
do conceito sociológico de desestigmatização procura-se entender
em que medida o esporte pode estar relacionado a este processo e, sob
quais circunstâncias operacionaliza-se a inclusão social.
Ainda
relacionado ao esporte e atividades físicas Vale (2009), demonstra
que além de estimular a autonomia e a independência, e prevenir
doenças secundárias, resulta nos seguintes benefícios
psicomotores: desenvolve força muscular, velocidade, flexibilidade,
agilidade, capacidade, cardiorrespiratório.
Feiten
(2010) que procurou comprovar os benefícios do esporte para o ser
humano, entretanto este estudo deteve-se a dados estatísticos,
quanto ele pode influenciar nas habilidades sociais de um portador de
deficiência.
Apesar
de estatisticamente não ser comprovado no estudo uma relevância
significativa de quanto foi determinante o esporte para as
habilidades sociais.
No
trabalho de Brazuna e Mauerberg (2001) entre suas constatações a
que chama a atenção é observada na maioria dos casos os atletas
não têm um trabalho, o autor cita que um indicativo a isso pode ser
a demanda de tempo que o treinamento exige ou a identificação do
atleta pelo esporte, que se torna prioridade em sua vida.
Para
muitos atletas o esporte define sua vida, como ponto importante na
sua identidade, pois minimiza fragilidades da perda do “corpo
perfeito” ou “corpo eficiente.”
Gerando
no atleta a vontade de praticar por mais tempo o esporte, porém isso
dificulta a conciliação entre ele e o trabalho.
No
trabalho de Vale (2009) houve a intenção de analisar as
contribuições do basquetebol em cadeira de rodas para praticantes
com deficiência física bem como as dificuldades enfrentadas para a
continuidade de sua participação nesta modalidade esportiva, e se
apresenta no sentido de refletir a cerca da inclusão através da
acessibilidade, na construção das relações sociais, na qualidade
de vida e no beneficio físico que esta prática desportiva pode
proporcionar às pessoas com deficiência física.
Para
Mittler (2003, p.21) “a inclusão é uma visão, uma estrada sem
fim, com todos os obstáculos, alguns dos quais estão em nossa mente
e em nossos corações”.
Um
exemplo concreto da inclusão e de transformação que o esporte pode
trazer é a All Star Rodas em Belém, ao permitir que as pessoas com
deficiência, tenham acesso á prática do esporte e ainda contar com
apoio de profissionais que promovem a inclusão dos atletas em jogos
e apresentações como forma de socialização (CONDE, 2006, p. 20).
Conclusão
É
nítido na literatura que o esporte adaptado, contribui diretamente
na sociabilidade do deficiente.
A
participação em um programa de exercício regular é uma excelente
opção para reduzir/prevenir o número de declínios funcionais
associados à deficiência.
Sugerem-se
novas pesquisas com relação a essa população, pois no presente
estudo foi encontrado pouco conteúdo bibliográfico de pesquisa em
português, por ser um desporto adaptado ainda existem poucas
publicações literárias.
Fonte:
- www.efdesportes.com
O esporte adaptado tende a promover a sociabilidade dos deficientes na sociedade, através dele temos a inserção e a inclusão além do seus benefícios ao praticante aumentando sua auto estima, confiança e coragem em persistir na sua auto performance, mostrando a este que na está perdido e que com muito esforço, trabalho, dedicação, força de vontade pode-se vencer os obstáculos e atingir novas metas e perspectivas de vida; podendo assim ser produtivo e contribuir para a sua evolução e crescimento como pessoa.
ResponderExcluirO esporte ajuda na reabilitação dos lesados medular porque eleva a auto estima e o seu bem estar, mostrando a este que tudo é possível quando se acredita em se mesmo e na sua capacidade de superação e assim poder dar a volta por cima em sua nova vida. Só depende de cada um de nós.
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